sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bom fim-de-semana!


Título: Hope
Autoria: Sofia Azevedo
Olhares

Pure relax!

No meio da agitação que têm sido as últimas semanas, na quarta-feira passada tive uma hora e meia de puro relaxe. Pela primeira vez, experimentei a massagem das pedras e a sensação é realmente muito boa. Embora prefira massagens com alguma pressão, há uma sensação de libertação maravilhosa. Fiquei assim no limbo, naquela fase em que não dormimos mas não estamos aqui.

A parte estranha é que, eu que durmo como um bebé, fiquei com uma insónia que se alargou até à noite de ontem. O H. bem me disse que poderia acontecer... É que, ao que parece, esta massagem tem a capacidade de "energizar" quem anda com as energias em baixo. Enfim, é boa e recomenda-se!

E assim, confirmo aquilo que já sabia: uma massagem por semana e a vida era muito mais bacana!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Here I go again

Em Abril. Falta um pouco, é certo mas estou ansiosa por voltar. E desta vez vou a trabalho (com excepção dos dias do fim-de-semana). Ainda assim, vale sempre a pena regressar. E se tudo correr bem, pode ser que desta vez fique por lá definitivamente... *



*I wish!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Atropelos

Há demasiadas palavras desordenadas na cabeça. Aparecem e desaparecem e voltam com sentidos diferentes. É um atropelo de emoções e desordem e é difícil parar e arrumar tudo no seu lugar. Porque os lugares estão a mudar e a ser transferidos para novas gavetas e molduras. É no sem-sentido que tudo acontece e a velocidade é vertiginosa, não abranda. A memória diz-me que nunca antes tanto se alterou em simultâneo mas sei que não é verdade. Ao longe, apenas o medo e a dúvida. De tempos a tempos, tudo acontece mas o que acontece nem sempre é o Tudo. A diferença é essa e reside no trocadilho que quebra a segurança e o conforto. Crescer é isto e é impossível fazê-lo sem confronto. A vida atropela-nos. Cabe-nos a tarefa de tentar arrumar tudo outra vez.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hard Times

Não sei se foi das passas (ou uvas) que não comi. Da peça de roupa emprestada que não usei. Dos desejos que não formulei. Ou da peça de roupa nova que não vesti. Não sei o que terá sido, mas este início de ano é o pior de muitos. Aquilo que me sabia bem era desaparecer daqui e acordar noutro sítio com uma vida completamente diferente. Não me canso de dizer que um dia destes vou para o campo cultivar batatas, couves e cenouras. E a esta altura, não tenho a menor dúvida de que teria uma vida muito mais tranquila e descansada. Os próximos dias não serão melhores, continuarão as mudanças forçadas e amargas que nos deixam um nó na garganta. Entre tumultos no trabalho, a partida da minha mãe para longe e o regresso à casa que tanto gosto mas para onde não quero voltar, há de tudo um pouco: lágrimas, palavrões raivosos e gratidão.

Estou cansada. Nem sequer consigo acabar este texto... a criatividade está nos níveis mais baixos dos últimos tempos. Fica assim. Amanhã pode ser que esteja mais animada.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

До свидания*

Como já tinha dito aqui, o tasco vai mesmo fechar. Daqui para a frente, será necessário estar na guest list (essa coisa tão na moda!) para entrar nesta casa. Talvez um dia, quem sabe, eu volte a abrir as portas.

Enviem-me um e-mail para abonecarussa@gmail.com e ficarão, desde logo, convidados a entrar.

A todos, obrigada pelas visitas. A Matryoshka vai recolher-se nas suas bonecas e espera um dia voltar a sair...


*Adeus

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amor Prozac

dos falhanços espectaculares

Houve um tempo em que, nos amores e nas paixões, se falhava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saímos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. A regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir, não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar, não se magoe".
Com o passar dos anos, aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose e da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida.
A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que não se serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade para amansar os corpos, os gestos, as palavras. A postura é um fato de pronto-a-vestir que o usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto, já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema do Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos com ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.

in
Egoísta, Edição Crise de Bolso, Setembro 2009

domingo, 17 de janeiro de 2010

Poético


Bright Star

Bright star, would I were stedfast as thou art
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors
No yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever or else swoon to death.

John Keats

Bom fim-de-semana!


Título: O beijo
Autoria: Elio Gonçalves
Olhares

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fobia*

* fobia s. f. Receio patológico persistente.

** Fobia (do Grego φόβος "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.

Fobias. Toda a gente sabe mais ou menos o que são, poucas pessoas respeitam quem tenha alguma. A primeira definição é a designação tirada do dicionário online Priberam. A segunda, um pouco mais alargada, é retirada da Wikipédia.

Nunca me foi diagnoticada nenhuma fobia e não sei se do ponto de vista psicológico sofro de alguma. No entanto, sei que existem situações às quais fujo como o diabo foge da cruz. Se tenho medo de alturas? Sim, não gosto lá muito. Tenho medo da morte? Quem não tem? Mas aquilo que me faz experimentar uma forte angústia é enfrentar um público. Fazer apresentações para um grupo de pessoas superior a 3 elementos é uma experiência verdadeiramente extenuante. É certo que muitas pessoas não gostam. Ficam nervosas, revêem os textos que planearam vezes sem conta e ficam até com a garganta seca. Não é a isto que me refiro. Primeiro perco o sono, depois o estômago revolta-se e no momento certo, pura e simplesmente, bloqueio. Não sou capaz de articular uma palavra, começo a corar, o corpo todo a tremer. O coração dispara e a respiração fica ofegante. E quanto mais tomo consciência deste estado, mais isto aumenta. Por fim, sinto que sou capaz de rebentar em lágrimas. É um misto de frustração e de ridículo ao mesmo tempo. Estes episódios terminam com uma sensação de cansaço brutal, que mais se assemelha a um corpo dorido depois de levar uma valente tareia!

Este problema (que é de longa data), já se manifestava nos tempos da escola e, felizmente, raras vezes se revelou depois disso. No entanto, arrastada por um conjunto de circunstâncias, nos próximos meses terei mesmo de fazê-lo (várias vezes!) E nada me irrita mais do que, perante o meu pânico, ouvir os comentários do costume: «Vais ver, só custa a primeira vez. Depois passa» ou «leva um texto escrito, é uma ajuda». Enerva-me ainda mais quando dizem «isto é bom para ti. Devias aproveitar para trabalhar esse teu lado». Honestamente, este tipo de discurso só me lembra aqueles comentários ridículos e despropositados que se fazem a uma, ou às duas partes, depois do fim de um relacionamento. Aqueles que nos dizem que o tempo cura tudo (a sério? E eu a pensar que ia sofrer ad eternum!) ou que «há mais marés que marinheiros» (eu sei, mas neste momento não estou com disposição para pensar nisso, ok?). Vamos por partes:

Não custa só a primeira vez. Apresentações orais é coisa que qualquer estudante faz ao longo do seu percurso académico. Eu fiz várias. Garanto que a última custou tanto como a primeira.

Levar um texto escrito? Isso parece boa ideia mas já me pareceria boa ideia mesmo que eu não tivesse dificuldade em falar em público! Não sou assim tão estúpida a ponto de me comparar com o Steve Jobs e achar que sou uma oradora nata!

Isto é bom para mim? Ora então, porquê? Vivo há 29 anos com este problema e cá estou eu! Se ambissionasse ser professora, formadora, política, ou outra coisa qualquer que exigisse esta competência, então sim, seria bom para mim. Bom para mim é aprender a pôr as vírgulas no lugar certo (e estou sempre a errar). Bom para mim, é saber ser crítica em relação ao que os outros escrevem (continuo a aprender). É saber, de uma vez por todas, trabalhar com o Gesglob (essa pérola da informática)!

Por isso, deixem o meu pânico sozinho, já que será sozinha que terei de enfrentá-lo. E excusem-se a lembrar-me que o céu é azul. Em alguns dias, ele é pesadamente cinzento. E, na maioria das vezes, a razão não entra nesta equação!

Imagem daqui.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

No bom caminho


Hoje foi dado um passo em frente. Espero que nos leve a uma sociedade menos preconceituosa.

Siso

E pronto. Hoje à noite espero a fada do dentinho. Tendo em conta que este exigiu mais de mim (e da sra. dentista), que já tenho mais de 20 anos (e, portanto, as minhas necessidades são mais elevadas), e que este é "O" dente por excelência, acho que menos de 50€ debaixo da almofada amanhã de manhã, é uma miséria. Ah, e se tivermos em conta a dor que já estou a ter (e ainda agora me passou o efeito da anestesia), a parada sobe para 100€.

Fadinha, não te acanhes!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Autores e autorias

Há alguns meses comecei a deixar aqui mensagens de bom fim-de-semana e boas férias, ilustradas com fotografias que vou encontrando pelo Olhares. Na mesma frequência de onda, fi-lo também para desejar um bom Natal e um bom Ano Novo. Naturalmente, porque cada fotografia tem bem explícita a sua autoria, coloco-a aqui. E não é que um dos autores veio cá e comentou a sua própria fotografia? Gostei e gostei também de saber que ficou satisfeito por ver aqui a sua foto. Ah, a fotografia em questão é a última, da autoria de João Manita. Um bem-haja!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010 em GRANDE


Eu queria, de facto, que 2010 fosse um ano em grande. E isso aconteceu: uma Grande constipação à qual se juntou uma Grande dor de dentes. Depois de muitos anos sem me sentar numa cadeira de dentista, hoje tive de regressar. É o siso, dente maldito, que nunca vai chegar a trazer-me juízo. Sexta-feira verá o seu fim. Até lá, espero que este martelo pneumático que tenho na boca se acalme.