sábado, 2 de março de 2013

Junto-lhe a minha voz

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade


Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena


Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade


Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena


À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade


Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

2 anos

Foi há 2 anos que cheguei a Londres. Olhando para trás, acho que tive uma coragem que mal reconheço em mim. Foram dois anos difíceis, cheios de tropeços. Na verdade, a sensação foi a de dar murros em ponta de faca. Uma luta permanente que me encheu de desânimo vezes sem conta. Devagar, bem devagar mesmo, as coisas estão a melhorar. Há apenas 1 ano, tudo era ainda bem diferente e mais difícil. São baby steps que espero ver crescer e a dar ainda mais frutos brevemente. Não me arrependo de ter vindo, nem tão pouco do caminho que fiz, mas não passa um dia em que não me aperte o coração ao pensar no meu país. Está-me colado à pele e à alma e poderão passar muitos e muitos anos mas este aperto jamais passará.
 
E agora, em jeito de celebração, que o melhor dos últimos 2 anos, seja o pior dos próximos 2! Tchim, tchim!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Filha da mae!


Os ingleses sao frequentemente vistos como flexiveis, praticos, e ajustando-se com facilidade a novas situacoes e desafios. Pode ate ser verdade, contando que esse desafio nao seja o formato do nome de uma pessoa. Ora, em Portugal, na decada em que nasci (e na subsequente tambem), o mais comum era brindar-se toda e qualquer crianca com 4 nomes: 2 nomes proprios e dois apelidos (1 dado pela mae e 1 pelo pai). Nos ultimos anos, os novos rebentos passaram (na grande maioria) a ter apenas 3 nomes a constar no CC: 1 nome proprio e 2 apelidos. Em minha opiniao, esta foi uma alteracao vantajosa. Com algumas excepcoes, o uso dos meus dois nomes proprios serviu apenas para os ralhetes dados pelos meus pais. Ouvir os dois nomes em conjunto era, com toda a certeza, sinal de que tinha feito asneira.

Sendo, porventura, estas as formas mais comuns de nomes completos, a verdade e que em Portugal  somos bastante flexiveis. Se por um lado nao ha ca aquela coisa de criar um nome que resulte da combinacao dos nomes dos progenitores (excepcao feita a Lucy), por outro, conheco varias pessoas com mais do que 4 nomes. Algumas tem 5 e outras 6 ou mais. E e aqui que a inflexibilidade inglesa entra. Eles simplesmente nao entendem o conceito de se ter mais do que um apelido. Por esta banda, frequentemente associada a uma emancipacao feminina mais antiga, se comparada com o nosso pais, o que acontece e que o apelido da mae nao faz parte do nome da crianca que acabou parir. E unicamente ao lado masculino que se da continuidade. Nao fosse isto ja a arrastar para o chauvinismo, em Inglaterra, as pessoas nao percebem o conceito de que ha mais formas de se construir nomes no mundo. Deram-nos a Revolucao Industrial mas mantemos (orgulhosamente) a estrutura de nomes que bem nos aprouver!

Tudo isto para mostrar a enorme dificuldade que tenho em fazer com que percebam que a construcao do meu nome: tenho dois nomes proprios mas gosto de ser chamada pelo segundo e este segundo nome continua a ser o meu nome proprio (em Inglaterra o segundo nome e apenas e so o middle name). E mais: eu tenho dois apelidos, 1 por cada um dos progenitores! E caso para dizer que sou, orgulhosamente, filha da mae!