segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Filha da mae!


Os ingleses sao frequentemente vistos como flexiveis, praticos, e ajustando-se com facilidade a novas situacoes e desafios. Pode ate ser verdade, contando que esse desafio nao seja o formato do nome de uma pessoa. Ora, em Portugal, na decada em que nasci (e na subsequente tambem), o mais comum era brindar-se toda e qualquer crianca com 4 nomes: 2 nomes proprios e dois apelidos (1 dado pela mae e 1 pelo pai). Nos ultimos anos, os novos rebentos passaram (na grande maioria) a ter apenas 3 nomes a constar no CC: 1 nome proprio e 2 apelidos. Em minha opiniao, esta foi uma alteracao vantajosa. Com algumas excepcoes, o uso dos meus dois nomes proprios serviu apenas para os ralhetes dados pelos meus pais. Ouvir os dois nomes em conjunto era, com toda a certeza, sinal de que tinha feito asneira.

Sendo, porventura, estas as formas mais comuns de nomes completos, a verdade e que em Portugal  somos bastante flexiveis. Se por um lado nao ha ca aquela coisa de criar um nome que resulte da combinacao dos nomes dos progenitores (excepcao feita a Lucy), por outro, conheco varias pessoas com mais do que 4 nomes. Algumas tem 5 e outras 6 ou mais. E e aqui que a inflexibilidade inglesa entra. Eles simplesmente nao entendem o conceito de se ter mais do que um apelido. Por esta banda, frequentemente associada a uma emancipacao feminina mais antiga, se comparada com o nosso pais, o que acontece e que o apelido da mae nao faz parte do nome da crianca que acabou parir. E unicamente ao lado masculino que se da continuidade. Nao fosse isto ja a arrastar para o chauvinismo, em Inglaterra, as pessoas nao percebem o conceito de que ha mais formas de se construir nomes no mundo. Deram-nos a Revolucao Industrial mas mantemos (orgulhosamente) a estrutura de nomes que bem nos aprouver!

Tudo isto para mostrar a enorme dificuldade que tenho em fazer com que percebam que a construcao do meu nome: tenho dois nomes proprios mas gosto de ser chamada pelo segundo e este segundo nome continua a ser o meu nome proprio (em Inglaterra o segundo nome e apenas e so o middle name). E mais: eu tenho dois apelidos, 1 por cada um dos progenitores! E caso para dizer que sou, orgulhosamente, filha da mae!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Confissoes #29

Sinto muito menos frio do que nos invernos anteriores. A minha (moderada) camada adiposa esta finalmente a adaptar-se.

Ano novo, casa nova

Alugar casa em Londres deve ser quase tao complicado como comprar casa no resto do mundo. Ou talvez nao, mas o processo pelo qual o "candidato" ao apartamento/ casa tem de passar e lento, exaustivo e intrusivo. Em Londres nao basta uma pessoa gostar de uma casa para aluga-la. A "concorrencia" e feroz, havendo mais pessoas a procura de casa do que casas propriamente ditas. Ora, quando a procura e muita, os senhorios tem tendencia a ser mais exigentes e vai dai que o inquilino seja sujeito a um escrutinio ao qual eu nunca tinha assistido.

Ainda em Portugal, aluguei casa a meias com uma amiga, onde vivemos durante 1 ano. A coisa foi mais assim: procura de casa, contacto com a agencia e senhorio, fazem umas perguntas sobre onde trabalhamos o que fazemos, na assinatura do contrato pedem a assinatura de um fiador, combinam-se os detalhes de pagamento da renda (incluindo caucao) e esta feito.

Em Londres, ha todo um processo em que os potenciais arrendatarios submetem a uma terceira entidade que actua em nome da agencia (que por sua vez actua em nome do senhorio), 3 referencias: o actual senhorio/a, a empresa na qual trabalhamos (nao faco ideia como sera para quem trabalha por conta propria) e uma pessoal. No caso de haver discordia, ate acredito que o senhorio ou a entidade patronal nao digam apenas maravilhas do candidato. Mas uma referencia pessoal, entenda-se amigo ou familiar, em principio nao ira dar mas referencias. Mas as referencias nao chegam e aquilo que me irrita mesmo, mesmo, e o facto de termos de disponibilizar os dados da nossa conta bancaria para que nos "analisem" a capacidade financeira para pagar a renda. Estivesse eu a comprar casa, e ate percebia. A arrendar nao percebo. E embora tenha de jogar as regras que me sao impostas, detesto e discordo completamente com esta pratica. Onde e como eu gasto o meu dinheiro e unicamente da minha conta. E se falhar? Nesse caso ha quebra de contrato e sou posta na rua! 

Enfim, processos a parte, quando a resposta finalmente vem, celebra-se como quem compra! A nossa candidatura foi aceite e dia 26 deste mes la rumo eu a sul e ele... bem, ele ruma umas ruas para o lado. Esperar ate la e que vai ser mais dificil. Ja entrei no lazy mode no apartamento onde estou actualmente e os cuidados que habitualmente tenho com o meu quarto estao francamente reduzidos.

O que me espera? Um apartamento pequenino, uma sala cosy, um telhado de vidro (literalmente) e um pequeno jardim. E claro, duas escovas de dentes juntas! 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Bem-vindo 2013!

E em jeito de resumo desde a minha ultima aparicao por estas bandas...

- Sai de Londres para ir jantar ao Porto:
- O mundo nao acabou;
- Viagem a Lisboa;
- Viagem ao Algarve;
- Viagem a Bruges;
- Presentes a fartazana (nao me lembro de receber tantos presentes ha muitos anos);
- Estive com a familia (nao toda);
- Estive com alguns amigos (nao todos);
- E para breve, vou mudar de casa, em jeito de "vamos juntar as escovas de dentes".

E pronto, foi um fim de ano com algumas emocoes (boas) e preve-se um 2013 ainda mais emocionante. Parece que finalmente a engrenagem esta a andar!


Bom ano a todos!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

AO

Já tinha dito que não respeito o Acordo Ortográfico? Sim, não respeito. Por isso continuarei a usar as consoantes mudas (que emboram não se leiam, têm uma função) e a escrever tal como me ensinaram e considero adequado. Porque "espetador" não é o mesmo que "espectador" e "coerdeiro" em nada me remete para "co-herdeiro".

O facto de ser "imigra" dá-me uma pequena vantagem! 


E nos últimos tempos...


Londres tem sido isto. Muitos acontecimentos, menos chuva, calor de menos. À falta do Verão português, vou aproveitanto a cidade da melhor maneira possível. E porque a preguiça tomou conta de mim, nada melhor que um pequeno resumo em imagens (obviamente estou afectada por uma preguicite aguda).

Agora vou ali alimentar a minha lanzeira mais um bocadinho e já volto, ok?

sábado, 28 de julho de 2012

Let the games begin!

E pronto. Ontem rendi-me a isto. Pela criatividade de Danny Boyle, pelo humor e pela justa homenagem ao NHS. Pela memoria e recordacao dos que nao tiveram vida suficiente para comemorar este evento. Um orgulho para todos os britanicos e para todos os outros que trazem a esta cidade uma multiculturalidade para alem dos Jogos Olimpicos. Absolutamente brilhante!


sábado, 11 de fevereiro de 2012

1 ano

Faz hoje 1 ano que cheguei a Londres. Foi um ano difícil, com muitos momentos de desânimo. Mas foi também um ano de muitas alegrias, algumas vitórias, muitas amizades novas e um crescimento que, de outra forma, não aconteceria.

Já chorei vezes sem conta e ri até me doer a barriga.  Vi poucos filmes, viajei menos do que gostaria. Li mais, fui a muitos sítios onde nunca tinha estado antes. Já tive o coração partido e já conheci quem o queira curar. Já desesperei para a seguir recuperar a confiança. Conheci pessoas maravilhosas que espero que façam parte da minha por muitos anos e reforcei alguns laços que a distância ameaçava quebrar.

Foi um ano de muitas emoções e descobertas e, apesar dos dias difíceis, não tenho vontade de voltar para Portugal. Não agora.

Um balanço? As minhas decisões falam por mim. 


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Certeiro. Como sempre.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

MEC

domingo, 27 de novembro de 2011

Flashback

Acabei de ser pedida em namoro. Tenho 31 anos. Desde os 15 que eles se deixaram disso. Os pedidos seguiam numa folha de papel no correio de S. Valentim. Este último acompanhou as novas tecnologias e foi-me enviado pelo chat do Facebook. Coisas do antigamente nos tempos modernos...


domingo, 23 de outubro de 2011

Gosto disto!

Tenho um leitor (ou leitora) que vive na Califórnia. Quem o diz é o sitemeter. Se fico feliz? Fico, sim. É bom saber que o meu blogue pode ser interessante até na terra do surf e dos Beach Boys!


quinta-feira, 13 de outubro de 2011