domingo, 22 de maio de 2011

É uma tasca portuguesa, com certeza!

Ontem o jantar reuniu alguns compatriotas, uma francesa e um irlandês numa bela tasca portuguesa. Quando à tarde, a R. me enviou uma mensagem a dizer "Jantar numa tasca esta noite?" nem hesitei. Até das tascas sinto saudades! E lá fui eu. 

À chegada, pãozinho do bom, manteiguinha e azeitonas. A acompanhar, vinho Monte Velho. Seguiu-se o milho frito, típico da Madeira, e umas espetadas que me souberam pela vida! Em cima da mesa, o galheteiro, à boa maneira portuguesa. As paredes decoradas com motivos taurinos, um brinquinho (instrumento musical também típico da Madeira) e outras tantas bugigangas (quase de certeza que devem ter por lá loiça das Caldas). Na televisão, a Sport TV a transmitir jogos da liga espanhola. E a rematar a refeição, tivémos direito a poncha feita pela D. Fátima. Na hora de pagar, £10 a cada um!

Não sei se me senti mais na Madeira ou mais no Ribatejo mas, seja como for, gostei e é para voltar. Esta é uma tasca portuguesa, com certeza!

Confissões # 19

Há coisas que jamais poderia dizer neste blogue. Seria chacinada, com toda a certeza!

Tanta coisa para dizer...

... E tão pouco tempo para o fazer. Quase não vejo televisão. Não faço ideia do que anda a passar pelas rádios. Não vou ao cinema há que tempos. As vindas à internet são curtas e espaçadas. E mesmo assim, parece que todas as horas do dia não são suficientes. Não é porque tenho milhões de coisas que não consigo fazer. Não é porque trabalho horas infindáveis que me consomem o tempo e a alma. É porque estou muito into me. Porque tenho passado o meu tempo a descobrir e a fazer aquilo de que gosto, aquilo que me dá prazer. Tenho lido mais, passeado mais, conhecido mais, sejam pessoas, lugares ou emoções. Acho que era mais ou menos isto que eu queria dizer aqui. É um never ending de revelações. Se quase sempre preferi o conforto do que conhecia, agora adoro a sensação de que tenho todas as possibilidades pela frente. Acho que a liberdade é isto. É desafiarmo-nos, atrevermo-nos, abraçar a mudança. É inspirarmo-nos com o que é diferente e sentir alegria por isso. E se algumas vezes dói, a recompensa é um deleite desmedido.


 Imagem daqui.