quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A balança pende sempre para um lado...

Há dois momentos no ano em que é inevitável fazer um balanço. Um, é no aniversário. É o balanço mais duro, o que nos faz medir toda uma vida que se fez e se vai fazendo de alegrias, frustrações, desilusões e esperanças. O outro, é precisamente no dia 31 de Dezembro. Olha-se para trás, ponderam-se os momentos mais marcantes, bons ou maus, e procuramos pesá-los e perceber para que lado pende a balança.

2008 não foi um ano mau. Posso dizer até, com toda a certeza, que foi o melhor ano dos últimos 3 ou 4, o que, por si só, já é muito positivo. Ora vejamos:

2008 +

- O primeiro sobrinho
- Um emprego (e que gosto muito!)
- As amizades solidificadas
- Alguns (bons) momentos de encanto
- Muitos risos, sorrisos, beijos e abraços
- Não contar tostões
- A Esperança a renovar-se continuamente


2008 -

- Sem viajar (nem um pézinho num avião...)
- Laços que se quebram irremediavelmente
- Algumas desilusões, lágrimas e tristezas
- As tristezas alheias, que também são nossas

Acredito que muita coisa irá acontecer em 2009 (e não falo da Palestina ou do Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do mundo). Tenho a certeza de que este será um ano de mudança, porque há coisas que não poderão ser mais adiadas. É preciso apenas alguma paciência e coragem. É só respirar fundo e dar as boas vindas ao novo ano!


Feliz 2009!

«Receita de ano novo»

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido), para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? Passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de Janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade

*Recebido por e-mail. Obrigada!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

When you run out of words

At the end of the day, there are some things you just can't help but talk about. Some things we just don't want to hear, and some things we say because we can't be silent any longer. Some things are more than what you say. They're what you do. Some things you say because you have no other choice. Some things you keep to yourself. And not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves.

Grey's Anatomy

A nu

Se este blog fosse anónimo, se ninguém me conhecesse a cara e o espírito, escreveria aqui tudo o que sinto. O que me vai na cabeça, cada pensamento, sensação, cada emoção. Se quem me lê não soubesse que sou eu, contaria cada palavra, as que disse, as que foram ditas e as que ficaram por dizer. Mostraria todas as lágrimas e todos os sorrisos, até os que se escondem e só podem ser descobertos de vez em quando. Iria desenhar com letras as alegrias que já vivi e as mágoas que carrego comigo. Se eu não tivesse um nome para além deste, confessaria os meus arrependimentos, tudo aquilo de que me envergonho e revelaria todas as palavras que não digo senão para mim, libertando-me do peso de cada uma delas. Mas porque tenho um nome e uma cara para além dos traços toscos desta boneca, continuarei a guardar para mim, muito do que me vai cá dentro. Um dia desembrulho a última matryoshka...